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Economia

Peccin: 60 anos de doçuras

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Foto Larissa Paludo
Por Larissa Paludo larissap@jornalbomdia.com.br

Da produção artesanal de balas a uma empresa erechinense que exporta para os cinco continentes

A empresa que começou como uma pequena produção artesanal de balas, torrefação de café e rapaduras, hoje é umas das empresas que mais gera empregos formais de Erechim, com 750 funcionários e se posiciona como líder no mercado de balas do Rio Grande do Sul. Ao comemorar o aniversário de 60 anos, a história da Peccin pode ser dividida em duas etapas, de acordo com o atual diretor-presidente Dirceu Pezzin.

A etapa inicial foi comandada pelos fundadores – a primeira geração – como esclarece o presidente. “A indústria começou com meu pai Orélio Pezzin, que era agricultor e sapateiro em Paulo Bento. Em um determinado momento surgiu a oportunidade de iniciar um novo negócio, a partir produção de balas - e foi assim que os irmãos Pezzin abriram a primeira fábrica em Erechim.”

Com a entrada da segunda geração, houve uma mudança significativa no modelo de gestão e de produção da empresa – o desempenho que era inicialmente de 100 toneladas por mês foi multiplicado por 20. “Com novas ideias aliadas a experiência dos fundadores, modernizamos o sistema de produção e buscamos um novo foco estratégico para a Peccin através da priorização do mercado de balas. Buscamos novas tecnologias, equipamentos mais eficazes e com maior velocidade”.

A Peccin se tornou a maior produtora de balas mastigáveis da região Sul. Com o redirecionamento na gestão, a empresa se especializou em produtos de melhor qualidade e expandiu suas vendas para todo Brasil. Conquistou novos mercados de balas, produziu pirulitos e foi a primeira empresa a fabricar chicles recheados na região Sul. E, finalmente, há cinco anos entrou no mercado de chocolates.

 

Momentos pouco doces da empresa

A mais de meio século no mercado, a empresa também passou por momentos amargos e viveu muitas adversidades econômicas.  A direção viu a Peccin superar a inflação galopante, problemas internos e a crise cambial de 2006.

“No período inflacionário havia uma dificuldade enorme para desenvolver o trabalho, uma vez que, as vendas de uma semana não necessariamente garantiam os resultados da próxima. Durante sua história, a Peccin passou por muitas outras etapas ruins. Muitas vezes chegamos aos limites das dificuldades, mas sempre conseguimos contornar”, explana.

O presidente explica que entre 2006 e 2008, o real estava muito valorizado, o que fez a empresa perder mercado no exterior. “A drástica retração dos negócios no mercado fez com que nos reinventássemos. Éramos uma das maiores produtoras de balas mastigáveis do país com foco em grandes volumes. Então entendemos que a forma que trabalhávamos não teria expectativa de futuro e nem de rentabilidade para a Peccin. Foi nesse período que enxugamos a produção desativando algumas linhas, buscamos novas tecnologias e focamos na rentabilidade.”

 

Peccin em todos continentes

A empresa chegou a exportar para mais de 70 países no período anterior a valorização do real. “Com a crise cambial perdemos mercado internacional, mas nunca deixamos de exportar menos do que 20% do volume da empresa. Atualmente, como a distribuição de nossos negócios no mercado externo é amplamente pulverizada, eventuais crises pontuais não nos afetam significativamente.”

 

Da reinvenção, surgiu o chocolate

Dirceu Pezzin explica que a gestão sempre teve a mente aberta a mudanças. Com a crise cambial, a queda nas vendas em alguns países e o mercado interno em baixa, surgiu a ideia de desenvolvermos novos negócios no mercado de chocolates – um segmento altamente competitivo.

“Entendemos que não poderia ser só um chocolate tradicional, em barra, como já existem vários no mercado. Hoje, se você vai consumir chocolate, você já tem marcas consagradas da sua preferência. Então concluímos que deveríamos desenvolver um produto inovador e diferenciado que gerasse admiração e curiosidade no consumidor. Foi assim que surgiu a linha de chocolates da Peccin. Altamente diferenciada a partir da qualidade superior e exclusividade da formulação do seu chocolate, com alto refino e 38% de sólidos de cacau (muito acima do praticado pelo mercado – 26%)” pontua o presidente.

O chocolate da empresa já é sucesso no mercado e a prova disso é o lançamento de dois novos produtos, que devem chegar aos mercados em maio. Apesar de não revelar ao Jornal Bom Dia mais detalhes sobre os produtos, o presidente mostra satisfação por, em meio à crise, lançar produtos e poder estimar o crescimento de venda em torno dos 20% para 2016.

Outra prova é o volume de vendas do produto. Quando o chocolate começou a ser produzido, as balas representavam 50% das vendas. Hoje a venda de chocolate divide espaço com os demais produtos, em torno de 25% dos negócios.  A expectativa de Pezzin é que, neste ano, o chocolate chegue a representar mais do que 30% do faturamento.

 

Equilíbrio e perpetuidade da empresa

A Peccin passa por um momento de grande êxito, de acordo com o diretor-presidente. “Há muita motivação (interna e externa), uma vez que, a gestão e a governança da Peccin juntamente com os funcionários encontraram o ponto de equilíbrio que fundamenta o caminho da perpetuidade do negócio. Esse é um momento para comemorar, pois nos reinventamos e trabalhamos forte em equipe. Estamos colhendo os frutos da inovação aliada a uma gestão de resultados.” relata.

Por fim, o gestor afirma que a empresa está preparada para todos os desafios que possam chegar. “Independente da crise, estamos com a mente sempre aberta às mudanças. O desafio é tentar prever as variações de mercado antes que elas aconteçam. Para nós, crise é uma oportunidade”, finaliza. 

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