A cirurgia de próstata, conhecida como prostatectomia radical, é um dos principais tratamentos para o câncer de próstata localizado, quando o tumor ainda não se espalhou para outros órgãos. O procedimento consiste na retirada completa da próstata e tecidos próximos, podendo eliminar totalmente o tumor maligno e garantir a cura definitiva da doença. Embora o tratamento seja altamente eficaz, em alguns casos o médico pode indicar radioterapia complementar, para eliminar eventuais células cancerígenas remanescentes.
Quando a cirurgia é indicada
A prostatectomia é indicada principalmente em casos de câncer de próstata localizado ou localmente avançado, quando o tumor ultrapassa discretamente os limites da glândula. Normalmente, é recomendada para homens com menos de 75 anos, com bom estado geral de saúde e doenças crônicas controladas. O procedimento deve ser indicado por um oncologista e realizado por um cirurgião urológico ou oncológico.
Preparação para o procedimento
Antes da cirurgia, o paciente deve esclarecer com o médico todas as dúvidas sobre a técnica utilizada, riscos, complicações e tempo de recuperação. É essencial informar sobre alergias e medicamentos em uso, pois alguns podem precisar ser suspensos para evitar sangramentos. O preparo inclui exames pré-operatórios e jejum de oito horas no dia anterior.
Como é feita a cirurgia
A prostatectomia radical é realizada no hospital, sob anestesia geral ou raquidiana. Durante o procedimento, são removidos a próstata, as vesículas seminais, parte da uretra e, se necessário, gânglios linfáticos pélvicos. A operação dura cerca de duas horas e a internação geralmente é de dois a três dias.
Existem diferentes técnicas cirúrgicas:
- Prostatectomia retropúbica, com corte abaixo do umbigo;
- Perineal, com incisão entre o ânus e o escroto;
- Robótica, com auxílio de braços mecânicos controlados pelo cirurgião, considerada a mais precisa e menos invasiva.
A versão robótica tem ganhado destaque por reduzir sangramentos, dor e acelerar a recuperação.
Recuperação e possíveis complicações
O pós-operatório exige repouso de 10 a 15 dias e uso de sonda vesical por até duas semanas. Atividades leves podem ser retomadas após esse período, e o contato íntimo, após 40 dias. Em alguns casos, são indicadas radioterapia, hormonioterapia ou quimioterapia para garantir a eliminação completa das células malignas.
As principais complicações incluem incontinência urinária, geralmente temporária e tratada com fisioterapia; disfunção erétil, cuja incidência é menor nas cirurgias robóticas; e infertilidade, já que a conexão entre testículos e uretra é interrompida.
Acompanhamento e prevenção da recorrência
Após a cirurgia, o paciente deve realizar exames de PSA regularmente por cinco anos, além de cintilografia óssea e outros exames de imagem anuais. O acompanhamento psicológico também é importante, pois o tratamento pode afetar o equilíbrio emocional e a sexualidade.
Embora o câncer de próstata possa retornar em alguns casos, o acompanhamento médico e a adoção de hábitos saudáveis, como evitar o tabagismo e manter uma dieta equilibrada, são essenciais para prevenir a recorrência e garantir uma boa qualidade de vida.