Hoje, 6 de novembro, é o Dia Nacional do Riso e estudos científicos comprovam que rir promove efeitos positivos sobre o corpo e a mente, reduzindo o estresse e a ansiedade, fortalece o sistema imunológico e estimula a liberação de hormônios do bem-estar, como a endorfina e a serotonina.
De acordo com a médica generalista Dra. Taina da Rosa Bourckhardt, “quando rimos, o cérebro libera uma mistura de substâncias químicas, como endorfina, dopamina e serotonina, que produzem sensação de prazer, aliviam tensões e melhoram o humor”. Ela explica que o riso também reduz o cortisol e a adrenalina que são hormônios ligados ao estresse, dilata os vasos sanguíneos, melhora a oxigenação e estimula o sistema imunológico.
“Rir é um verdadeiro remédio natural, promove relaxamento, reduz tensões e cria uma sensação geral de bem-estar que pode durar minutos ou até horas após a risada”, destaca a médica.
O riso que humaniza o cuidado
Nos hospitais, o riso se transforma em uma forma de cuidado, capaz de aliviar o clima de tensão e trazer esperança a pacientes e equipes de saúde.
Em Erechim, o Grupo Amigos da Alegria atua há mais de uma década levando música, brincadeiras e o tradicional nariz de palhaço a pacientes hospitalizados. Com cerca de 20 voluntários, o grupo realiza visitas quinzenais, promovendo momentos de descontração e afeto.
“Este é o propósito da Associação Amigos da Alegria: levar arte, humor e amor para dentro dos hospitais, promovendo encontros inesquecíveis entre o riso e a esperança”, afirma Janete F. F. Dei Agnoli, Presidente da Associação Amigos da Alegria, professora Treinadora da Alegria e de Yoga do Riso. Ela ressalta que, durante as visitas, é possível perceber mudanças visíveis e lembra que “o riso, neste contexto, não cura a doença, mas cura o momento”.
Os impactos físicos e emocionais do riso no ambiente hospitalar
A psicóloga Tainá Oliveira Gonçalves Winter, da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim, explica que o riso provoca reações fisiológicas importantes. “Momentos de descontração relaxam nossos músculos e a tensão do corpo de forma geral, tendo um efeito muito valioso principalmente durante a hospitalização, onde os pacientes encontram-se adoecidos e fragilizados”, diz.
Além dos efeitos físicos, há ganhos emocionais perceptíveis. “Esse momento de alegria traz consigo alívio importante do estresse e da ansiedade, o que ajuda a afastar angústias, medos e tristezas, auxiliando na capacidade de enfrentamento desse momento delicado”, complementa a psicóloga.
Ela reforça a importância de grupos voluntários como os Amigos da Alegria: “É uma forma de intervenção terapêutica que ajuda a amenizar o sofrimento, aliviar dores e promover o fortalecimento emocional. Um trabalho maravilhoso, simbólico e muito significativo”.
Rir como prática de bem-estar diário
Fora dos hospitais, o riso também pode ser cultivado como um exercício de saúde. O Yoga do Riso, criado pelo médico indiano Dr. Madan Kataria, combina respiração consciente e riso intencional, promovendo relaxamento e equilíbrio emocional.
“Estas pequenas práticas ajudam a reduzir o estresse, melhorar o humor e cultivar uma mente mais serena e positiva. O riso se torna um exercício diário de presença e gratidão”, explica Janete, que também é facilitadora da técnica.
Mais do que uma reação espontânea, o riso é um gesto de humanidade que aproxima as pessoas e transforma ambientes. Seja por meio da ciência, da terapia ou do voluntariado, rir continua sendo uma das formas mais simples e acessíveis de promover saúde e esperança, afinal, rir faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.