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Política

Clima tenso, agressões verbais e abandono de reunião

Reunião da base do governo, foi acalorada na manhã de ontem, 11, motivado pelas eleições da presidência do Legislativo erechinense que acontece no dia 16 de dezembro

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Os partidos que fazem parte do governo, são maioria na Câmara de Vereadores. Fizeram um acordo para
Por Rodrigo Finardi
Foto Divulgação

Há anos, que não ocorrem surpresas nas eleições da Câmara de Vereadores de Erechim. No passado quando o voto era secreto, vi candidatos com o discurso pronto no bolso, e após o escrutínio, colegas que prometeram o voto, escolheram outro nome.

Discussões verbais e abandono da reunião

Na manhã de ontem, 11, reunião de vereadores da base aliada do governo Polis e Flávio, ocorrida no Legislativo erechinense, teve clima tenso e discussões verbais, motivados pelas eleições para presidente do Legislativo para 2026. Tem vereador que abandonou a sala, na hora da reunião. O que motivou as discussões foi a possibilidade de mudança no acordo feito em dezembro do ano passado, levando em conta o desempenho dos partidos nas urnas.

O que diz o acordo de dezembro de 2025

Naquele momento ficou definido que no 1º ano (2025) a presidência ficaria com o MDB; 2º ano (2026) com o PSDB; 3º ano (2027) com o União Brasil: e o 4º ano (2028) será analisado pelos partidos quem será o nome.

Acordo entre partidos que apoiaram Polis e Flávio

Esse acordo foi com os partidos que apoiaram Polis (MDB) e Flávio (PSDB) nas eleições de outubro do ano passado. Após o pleito, iniciaram negociações, e antes de anunciar os nomes do primeiro escalação do governo, foi anunciado o ingresso dos Progressistas no governo. E como o partido tem dois vereadores e uma secretaria, ao natural pode ser o partido que comanda o Legislativo no último ano da atual legislatura, desde que se mantenha fiel ao governo. E é assim que a banda toca na política: benesses em troca de apoio, e vale para todas as siglas.

A água no chopp do acordo

A água no chopp do acordo começou a ser colocada no final de julho deste ano. O vereador eleito pelo PSDB, Emerson Schelski, que se licenciou para assumir a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, passou a defender uma mudança no acordo, e sugeriu que o 2º ano (2026) seja entregue aos Progressistas e no último ano (2028), passaria a ser do PSDB, momento que deixaria a secretaria, para retornar ao Legislativo e concorre à presidência. E está no direito dele, buscar os espaços, mas para tal mudança é exigida muita articulação. Só que os outros, legitimamente tem seus interesses, e o avanço no intento, esbarra em uma série de variáveis.

Primeira variável

A primeira é que vereadores do seu partido, também estão de olho na presidência, mas no ano que vem, quando ele não estiver na Câmara. Entre eles, Carlinhos Magrão.

Segunda variável

É necessário poder de convencimento nos demais partidos da base aliada, que somam 14 vereadores, para evitar um racha entre eles.  

Terceira variável

Os demais partidos precisam aceitar que seja o Progressistas no ano que vem. E essa é a questão que precisa ser resolvida antes de qualquer questão, além de ser um ano eleitoral, que dá visibilidade ao presidente.

Quarta variável

Na negociação já existente para os quatro anos, o acordo da mesa diretora, prevê de quem são os cargos a cada eleição. E uma troca agora, acarreta uma mudança nesses cargos, já que muitos ficam a critério do presidente.

“Mantenho meu desejo de querer ser presidente”

Quando fiquei sabendo da reunião, entrei em contato, com o secretário Emerson Schelski. Me afirmou que ficou sabendo da reunião, mas não sabia o teor do ocorrido: “Mantenho o meu desejo de querer ser presidente no quarto ano (2028) e já externei esse desejo a muitas lideranças partidárias e inclusive internamente dentro do meu próprio partido o PSDB e tenho apoio da Executiva Estadual e dos Deputados Lucas Redecker e Nadine para isso.

Mais de 30 dias de muita conversa

A eleição do novo presidente para 2026, será na última sessão ordinária do ano, marcado para o dia 16 de dezembro. Nesses pouco mais de 30 dias, que faltam para a escolha, muita conversa será necessária, caso contrário o acordo pode cair por terra.

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