Após o violento temporal ocorrido no domingo, dia 23, o Hospital Santa Terezinha continua recebendo pacientes feridos direta ou indiretamente pelos efeitos da tempestade. De acordo com o diretor-executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Rafael Ayub, “na instituição temos 3 pacientes internados até o momento, mas segue a busca por atendimento em razão dos consertos dos telhados e vidros, os pacientes da UTI seguem em estado grave e o outro paciente está estável com no fêmur”, informou.
Fluxo de atendimentos segue elevado
Apesar de o pico inicial de feridos ter ocorrido logo após o temporal, o hospital ainda registra intensa procura. Segundo Ayub, muitos moradores estão se machucando durante os trabalhos de reconstrução.
“Seguimos com grande número de atendimentos em razão dos consertos dos estragos. Atendimentos por queda de altura em sua maioria e também casos de cortes e lesões traumáticas”, relatou.
Principais ferimentos e resposta da equipe
Os ferimentos mais frequentes atendidos pelo Santa Terezinha incluem quedas de altura, fraturas, entorses, cortes e necessidade de suturas. Para dar conta da demanda excepcional, a instituição acionou seus protocolos de contingência.
Ayub explica que o hospital precisou reorganizar fluxos e priorizar casos mais graves. “Sempre em casos de aumento de grande volume de atendimentos as contingências são acionadas para que mesmo com menos espaços e mais atendimentos todos sejam atendidos com critérios de gravidade, a compreensão da comunidade em não procurar a emergência em casos não graves, principalmente nestes eventos coletivos e a restrição de internações em razão de espaços fez com que a organização dos atendimentos fosse efetiva”.
Equipe afetada e apoio externo
Além do intenso fluxo de pacientes, o hospital também enfrenta dificuldades decorrentes dos danos causados pelo temporal. Parte dos funcionários foi diretamente afetada, o que exigiu esforços extras da equipe disponível.
Segundo Ayub, “O Hospital também teve vários funcionários afetados pela tragédia climática, alguns não conseguiram vir trabalhar e outros vieram mesmo com suas casas destelhadas o que possibilitou o atendimento a todos que necessitavam”.
Ele destaca ainda que, apesar do elevado número de feridos, não houve necessidade extraordinária de insumos médicos. Já para a reconstrução física da unidade, o apoio comunitário tem sido essencial. “Em relação ao apoio externo o Hospital vem recebendo apoio de diversos voluntários e servidores para reconstrução dos telhados, espaços e para que possamos restabelecer o quanto antes a normalidade dos atendimentos”.