No último dia 25 foi o Dia Nacional do Doador de Sangue e a data chama atenção para a importância desse ato e o desafio recorrente que o Banco de Sangue de Erechim tem de manter os estoques estáveis diante da falta de doadores frequentes, especialmente entre os mais jovens.
E diante de situações como a que ocorreu no último domingo dia 23 e, outras fatalidades, é importante que o Banco de Sangue esteja abastecido para que as pessoas que por ventura venham precisar, sejam prontamente atendidas evitando uma tragédia ainda maior.
Segundo a gestora do Banco de Sangue, Cleci Teresinha Vanni, o problema não está em fazer o jovem doar uma vez, mas em fazê-lo retornar. “O pessoal mais novo vem, mas não fideliza. Geralmente vêm quando há necessidade de algum caso específico. E nós precisamos de doadores todos os dias para mantermos os nossos estoques. Se a gente tiver pouco doador, vai ter pouco sangue”, alerta.
Ela também explica que não adianta todos irem doar ao mesmo tempo, pois as bolsas têm validade. “A gente tem que ter um controle diário para manter os estoques. Não temos como prever quando vai acontecer um acidente ou uma hemorragia. Por isso é importante que homens doem a cada três meses e mulheres a cada quatro”.
Cleci reforça que doar é um ato que beneficia toda a comunidade. “É muito importante porque daqui a pouco eu mesma posso precisar ou alguém da minha família. Se não tivermos sangue, tudo para”.
Doação é simples e rápida
Para quem tem medo ou dúvidas sobre o processo, Cleci tranquiliza: “A doação é como uma coleta de exame, só que com volume maior. Basta vir alimentado, com documento com foto, sem bebida alcoólica nas últimas 24 horas e com boa saúde”.
O agendamento, segundo ela, também é fácil. As doações acontecem pela manhã durante a semana e no primeiro sábado do mês. “É bem tranquilo e você pode salvar até quatro vidas com uma doação. Todos os tipos sanguíneos são muito bem-vindos”, afirma.
Ela deixa ainda um convite especial: “Espero que todos se conscientizem. Vem experimentar. Depois da primeira vez, a pessoa toma gosto, porque ajudar alguém é muito gratificante”.
A técnica em enfermagem Marisa Smaniotto reforça o valor desse gesto: “A doação de sangue salva vidas e não há nada que substitua o sangue”.
“Um ato de amor”
A assistente social Aline Bresolin, doadora há mais de cinco anos, sempre quis doar, mas durante muito tempo não atingia o peso necessário. Hoje, faz doações regulares sempre que possível. “A gente sabe que muitas pessoas precisam. Toda vez que podemos fazer isso pelo próximo, devemos fazer, porque nunca estamos livres de precisar. É um ato de amor”, afirma.
Incentivo e solidariedade
O contador Marcelo Gallina destaca a simplicidade do processo. “É rápido, nem dói e com esse simples gesto você salva uma vida. Não tem por que ter medo”.
A assistente contábil Luciele Correa da Silva, que doa pelo menos duas vezes ao ano, reforça que dessa forma, “a gente está colaborando para a vida de outras pessoas. É pouco para nós, mas muito para quem precisa”.
Sobre o medo, ela acrescenta que “a picadinha não é nada comparado ao bem que estamos fazendo pelo outro”.
22 anos de doação
A agente administrativa Erajane Iankevicz doa sangue há mais de duas décadas, hábito que começou enquanto trabalhava no Banco de Sangue.
“Doar é um gesto simples, mas que para quem está do outro lado pode salvar a vida. É uma doação em vida”, diz.
Sobre o medo da agulha, ela pede que as pessoas “coloquem a importância acima do medo. A picadinha dói um pouquinho, mas é uma picadinha do amor”.
Doação por solidariedade
Doadora desde os 18 anos, a escriturária Larissa Scherer resume seu motivo. “Faço doação por amor. Sempre tem alguém que necessita e é um ato de solidariedade”.
Da necessidade familiar ao hábito
O gerente de vendas Ricardo José Rossetto começou a doar por causa de um familiar. Hoje, faz doações regulares. “A importância de doar sangue é que eu estou ajudando alguém sem fazer o mínimo esforço”, afirma.
Ele reforça que o processo não dói e elogia o sistema atual. “Agora o doador é avisado quando já pode voltar a doar, o que facilita muito”.
Um gesto simples que salva vidas
Doar sangue é seguro, rápido e essencial para manter os estoques do Banco de Sangue de Erechim que atende as demandas de mais 32 municípios da região.