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Opinião

Natal – uma época de luz – Ano Novo – novas esperanças surgem – (1)

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Marlei Klein
Por Marlei Carmen Reginatto Klein
Foto Marlei Carmen Reginatto Klein

Nesta época do ano, faço uma interrupção nas “Memórias de viagem” para comentar sobre as comemorações natalinas e do início do novo ano. Época de muitas recordações, de bons momentos vividos em família, como também os que foram vivenciados em viagens ao exterior. Foram e são momentos muito nostálgicos e vivenciados. É a magia do Natal que se estende na esperança de um Ano Novo, com a vontade de recomeçar tudo outra vez.

É Natal outra vez

Esta comemoração iniciou numa cidade bíblica: Belém. Recordações de quando a visitamos surgem agora em nossa memória, como um filme. Lugares e fatos recriados pelo que temos de conhecimento pela nossa fé cristã. A visita à Gruta do Nascimento de Jesus e ao Campo dos Pastores nos leva a quase visualizar os acontecimentos de séculos passados. Na Gruta dos Pastores, durante a realização da Santa Missa, a emoção era de todos. Lágrimas escorriam pelas faces de católicos e não católicos. Muita emoção chegava do Campo dos Pastores, onde vários grupos, do mundo todo, entoavam “Noite Feliz” em suas línguas de origem. Esta não era um entrave, pois os sentimentos eram comuns a todos. Aquelas vozes e melodias encheram os campos, quase desertos, e nos induziram a crer, a criar cenas do que lá havia acontecido. Realmente, estar nos lugares em que Jesus nasceu emociona a todos.

Belém da bíblia

Esta cidade está localizada num vale. É uma cidade do lado árabe. Na passagem de Jerusalém – Israel – para Belém, há uma parada de fronteira com revistas de passaportes, e os guias devem ser árabes. Belém sempre foi, para os cristãos, a suprema experiência de vida na noite de Natal. Peregrinos são atraídos há muitos séculos, desde que, em 326 d.C., a Rainha Helena, mãe do Imperador Romano Constantino, o Grande, encontrou a gruta onde Cristo nasceu. O local da manjedoura está localizado dentro de uma igreja ortodoxa, na cidade, num pequeno ambiente abaixo do solo, marcado por uma estrela de prata de cinco pontas. Para chegar a ela, temos que enfrentar filas, descer estreitos degraus e nos inclinar pela pouca altura do local. Mas o gesto de passar a mão na estrela emociona até mesmo o descrente da História.

Igreja da Natividade

Foi concluída em 333 d.C. É a mais antiga da Terra Santa e um dos lugares mais sagrados do Cristianismo. Ela é compartilhada por três igrejas: a Ortodoxa Grega, a Católica e a Católica Armênia. Historicamente, é o local da Anunciação do Anjo a Maria. Ao lado, encontra-se a Igreja de Santa Catarina, mantida sob os auspícios da Ordem Franciscana da Igreja Católica Romana.

Cerimônias do natal

Tradicionalmente, em Belém, eram realizadas cerimônias religiosas nos dias 24 e 25 de dezembro para os católicos, dia 7 de janeiro para os gregos ortodoxos e 19 de janeiro para os armênios. Para estes últimos, com ligeiras variações anuais, de acordo com o seu calendário. Após a Missa especial da noite de 24 de dezembro, os fiéis lotavam a praça defronte à Igreja da Natividade para apresentações de grupos corais e de teatro. Ao final da festividade, o canto “Jingle Bells” era executado com o acompanhamento de sinos pelas igrejas. O local onde tudo era realizado fica a 10 quilômetros de Jerusalém. Hoje, por motivos óbvios, não se realiza.

Advento – tempo de reflexão e de celebração

Neste ano, no dia 29 de novembro, domingo, iniciou a época do Advento para os cristãos. São quatro semanas antes do dia 25 de dezembro, quatro domingos. É uma época que deve ser de reflexão e de recolhimento interior. As compras, os presentes, as festas e os cardápios são importantes para a época, mas indispensável deve ser a preparação interior. O espírito natalino deve estar aliado ao que celebraremos: o nascimento de Jesus Menino. O Advento foi determinado pela Igreja já no século XIV. Primeiramente, a Coroa de Advento, quando surgiu, era feita com ramos de pinheiro e um belo laço vermelho. Um hábito somente nas casas de famílias alemãs, de fé evangélica, no norte da Alemanha. Séculos depois, os católicos também passaram a adotar este costume. As 24 velas originais – uma para cada dia – hoje, são 4 velas nas igrejas, uma de cada cor: Roxa, que significa a cor do Advento, não é de tristeza, mas de reflexão; Vermelha, que é o amor de Deus para nós e para a humanidade; Rosa, que significa alegria; e Branca, Jesus nasce para a paz entre os homens. Uma vela é acesa em cada final de semana do Advento.

Os costumes natalinos iniciaram no século XIV

A maioria dos costumes natalinos existentes iniciou na Grã-Bretanha, na época da Rainha Vitória. Muitas inovações surgiram e agora estão profundamente arraigadas no Natal de hoje. Naqueles tempos, os habitantes enfeitavam seus lares com sempre-verdes, pois o verde representa a Esperança. Colocavam ramos nos espelhos, molduras, móveis e nas sacadas. Aqueles que não possuíam folhagens adquiriam-nas de vendedores ambulantes, cujos carrinhos de mão eram abarrotados com heras, visgos e ramos de pinheiro.

Cartões natalinos

Em 1840, na Grã-Bretanha, surgiram os cartões com saudações natalinas. No início, eles continham “composições natalinas”: pequenas frases, como um relatório de final de ano apresentado pelas crianças a seus pais para indicar o progresso que tinham obtido na escola. Tempos depois, surgiram impressos com desenhos coloridos à mão. O primeiro cartão conhecido dessa forma mostra uma família ao redor da mesa, bebendo vinho tinto. Este se encontra no Museu Victoria e Albert, em Londres. Posteriormente, os desenhos eram bem mais elaborados e coloridos. Retratavam cenas com crianças dançando, doces natalinos – como o “pudim de Natal” –, patinação no gelo, brincadeiras com bolas de neve e o romântico “Natal Branco”. Lembro-me de que, quando criança, eu era a encarregada de comprar, na livraria, cartões para a família trocar com amigos, familiares chegados e para os “compadres”. Escolhia os mais bonitos e coloridos; não importava a mensagem, pois esta sempre era escrita pessoalmente. O prazer era a retribuição que chegava com belos cartões e até com dizeres jocosos... Lindas lembranças!

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