Esta semana, Paris vai ser palco de várias cerimônias de homenagem às vítimas dos atentados de 7 a 9 de janeiro do ano passado.
Hoje (5), vão ser inauguradas placas de homenagem na rua Nicolas-Appert, em frente à antiga sede do jornal satírico Charlie Hebdo, onde em 7 de janeiro foram assassinadas 12 pessoas; em Montrouge, onde em 8 de janeiro foi assassinada um policial municipal; e na Porte de Vincennes diante da mercearia judaica, onde quatro pessoas também morreram em 9 de janeiro.
Na quinta-feira (7), exatamente um ano após o ataque que dizimou a redação do Charlie Hebdo, o presidente francês, François Hollande, presta homenagem às forças policiais, na sede da polícia em Paris.
Para o sábado (9), a previsão é de que Hollande vá até a mercearia judaica Hyper Cacher, para uma cerimônia organizada pelo Conselho representativo das instituições judaicas na França.
No domingo (10), a estátua da Praça da República vai ficar iluminada com as cores da bandeira francesa no final do dia, depois de a praça voltar a ser palco de uma homenagem às vítimas dos atentados, um ano após a marcha republicana que começou neste local e que reuniu milhares de pessoas.
Por outro lado, para hoje é esperada uma corrida às bancas de jornal, para comprar a edição especial do Charlie Hebdo que assinala o primeiro aniversário do ataque jihadista e para a qual foram editados quase um milhão de exemplares, dezenas de milhares destinados ao exterior.
Um ano após o atentado que matou as principais figuras da caricatura francesa, o jornal escolheu para a capa um desenho do cartoonista Riss que apresenta um Deus assassino, com barba e armado com uma metralhadora AK-47, sob o título "Um ano depois, o assassino continua à solta".
Antes do ataque, o jornal enfrentava graves dificuldades financeiras e tinha uma tiragem semanal média de 30 mil exemplares. Atualmente, vende atualmente cerca de cem mil exemplares nas bancas – dez mil no exterior – e tendo 183 mil assinantes.
Em 2006, o jornal publicou caricaturas do profeta Maomé e alguns dos cartoonistas passaram a ter proteção policial desde então, o que não impediu que o semanário tivesse sido alvo de um primeiro ataque com coquetéis molotov, em 2011.
Dez meses após os atentados de janeiro de 2015, Paris voltou a ser alvo de novos ataques jiadistas, em 13 de novembro que fizeram 130 mortos, a maioria dos quais na sala de espetáculos Bataclan.