O jornal impresso nos remete a memórias vivas de um tempo em que era a principal fonte de notícias oficiais. Ele evocava momentos únicos: a união da família em torno da leitura, as interpretações dos mais velhos — enfim, uma leitura coletiva, repleta de trocas e entendimentos que se mantinham de geração em geração.
Nas últimas duas décadas, a forma de acesso à informação evoluiu de maneira acelerada. No entanto, vivemos hoje a insegurança de não termos clareza ou certeza sobre a veracidade dos fatos que chegam até nós. Nesse contexto, é fundamental buscar fontes seguras para não sermos enganados — um processo que exige tempo e paciência. Em meio a tanto conteúdo, enfrentamos uma espécie de poluição visual e mental, que gera cansaço e confusão.
Encontrar um jornal impresso, por outro lado, não nos causa ansiedade. Podemos lê-lo no nosso tempo. Em suas páginas, as notícias ganham destaque e organização, e muitas das informações verdadeiras que circulam nas redes também estão ali, apresentadas com rigor. Além disso, o ato de manusear o jornal desperta sensações motoras que, comprovadamente, estimulam o cérebro e nos mantêm no presente. Com o impresso, ainda temos a possibilidade de arquivar edições e revisitá-las quando necessário.
Por isso, considero essencial preservar o jornal impresso — para garantir sua história e oferecer às gerações presentes e futuras uma forma genuína, confiável e enriquecedora de informação e leitura.