Discernimento é uma palavra comprida, para muitos pode soar formal e estar em desuso. O que poucos sabem é o seu valioso significado. Como católica apostólica romana, e com a graça de poder trabalhar em um lugar em que diariamente posso exercer os valores que acredito — sendo um deles o discernimento —, no mundo em que vivemos considero nada mais do que plenitude poder discernir na ação.
O discernimento é inteligência, perspicácia, reflexão antes de agir. Nos movimentos católicos de que participo, como cursilhista jovem, e no meu servir como catequista, é uma palavra que frequentemente está associada às nossas formações e vivências que discutem sobre a espiritualidade e as relações humanas. Percebo que, na comunicação, é ela quem faz a diferença. É necessário apurar fontes, dados, ouvir com imparcialidade e escrever com integridade, sabendo que todos têm a sua voz e vez.
Na era das fake news, o discernimento desencadeia a empatia dentro de uma situação, o que, felizmente, leva à assertividade e uma comunicação assertiva é sem o peso de uma opinião que machuca. Abre espaço para também falarmos do que existe de bom na sociedade, informa e educa com segurança, porque justamente houve o pensar, o discernir que conduziu a publicação.
Tudo pode estar ágil e tecnológico; vivemos em rede. Entretanto, é no jornal impresso que confiamos no seu processo: pesquisa, escuta, escrita, revisão, publicação e feedback. Essa confiança, sem edições tendenciosas, folheamos no impresso, no qual parabenizamos por nos dar um “bom dia’’ todas as manhãs e por podermos noticiar a beleza da nossa instituição em suas linhas.
Por fim, o agora precisa ser imediatamente divulgado, porém, mais do que isso, ouvido e discernido. Vida longa ao impresso.