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Opinião

Obsessão silenciosa (Parte III)

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Uniao Espirita
Por União Municipal Espírita Erechim-RS
Foto União Municipal Espírita Erechim-RS

Tendências

Atraímos o que pensamos.

Todos temos tendências, e quando são tendências más, oferecemos oportunidade a que Espíritos inferiores ajam.

Na questão 472 de O Livro dos Espíritos, os Emissários do Alto exemplificam as oportunidades que os indivíduos oferecem a essas interferências sutis.

Se andando pela rua, dizem eles, o indivíduo vê cair determinada importância do bolso de alguém, não são os Espíritos que o induziram a passar por aí. Mas podem inspirá-lo a tomar aquela direção, “e sugerir-lhe depois, de se apoderar da importância achada; enquanto outros lhe sugerem [...] restituir o dinheiro ao seu legítimo dono. O mesmo se dá com relação a todas as demais tentações”, complementam os Benfeitores.

Nesse exemplo, espíritos inferiores aproveitaram desse indivíduo tendência à cobiça. “O que os Espíritos fazem – diz Alírio – é apenas atiçar todas as possibilidades para aquela pessoa manifestá-la”.

O apóstolo Paulo se referia a essas influências ao alertar em sua carta aos Hebreus: “Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta”. (Hebreus, 12:1)

Ele também sentia a influência de entidades perturbadoras, quando desabafou em sua epístola aos Romanos: “Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”. (Romanos 7:20).

A Questão da Sintonia

Ninguém está condenado a tais influências.

Uma das causas de tais interferências sutis, pode ser um reencontro de almas em débito.

Por isso a obsessão não é uma simples obsessão, mas uma oportunidade de resgate.

Heranças do passado:

Nessa mesma linha interpretativa, não devemos desconsiderar também, os vícios no álcool e outros vícios que indivíduos trazem de outras existências ou desenvolvem nessa, e que lhes é difícil abandoná-las; não somente porque estão vinculados ao que acreditam ser uma “necessidade psicológica”, uma “fuga”, mas porque há entidades que se aproximam para, através das emanações, se satisfazerem e manterem o hospedeiro sob seu comando, em permanente sintonia de interesses.

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