Tendências
Atraímos o que pensamos.
Todos temos tendências, e quando são tendências más, oferecemos oportunidade a que Espíritos inferiores ajam.
Na questão 472 de O Livro dos Espíritos, os Emissários do Alto exemplificam as oportunidades que os indivíduos oferecem a essas interferências sutis.
Se andando pela rua, dizem eles, o indivíduo vê cair determinada importância do bolso de alguém, não são os Espíritos que o induziram a passar por aí. Mas podem inspirá-lo a tomar aquela direção, “e sugerir-lhe depois, de se apoderar da importância achada; enquanto outros lhe sugerem [...] restituir o dinheiro ao seu legítimo dono. O mesmo se dá com relação a todas as demais tentações”, complementam os Benfeitores.
Nesse exemplo, espíritos inferiores aproveitaram desse indivíduo tendência à cobiça. “O que os Espíritos fazem – diz Alírio – é apenas atiçar todas as possibilidades para aquela pessoa manifestá-la”.
O apóstolo Paulo se referia a essas influências ao alertar em sua carta aos Hebreus: “Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta”. (Hebreus, 12:1)
Ele também sentia a influência de entidades perturbadoras, quando desabafou em sua epístola aos Romanos: “Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”. (Romanos 7:20).
A Questão da Sintonia
Ninguém está condenado a tais influências.
Uma das causas de tais interferências sutis, pode ser um reencontro de almas em débito.
Por isso a obsessão não é uma simples obsessão, mas uma oportunidade de resgate.
Heranças do passado:
Nessa mesma linha interpretativa, não devemos desconsiderar também, os vícios no álcool e outros vícios que indivíduos trazem de outras existências ou desenvolvem nessa, e que lhes é difícil abandoná-las; não somente porque estão vinculados ao que acreditam ser uma “necessidade psicológica”, uma “fuga”, mas porque há entidades que se aproximam para, através das emanações, se satisfazerem e manterem o hospedeiro sob seu comando, em permanente sintonia de interesses.