A alfabetização não é um evento isolado que termina quando a criança aprende a juntar as primeiras sílabas; ela é, na verdade, o eixo central de toda a trajetória acadêmica. Quando compreendemos que ler vai além de decifrar, escrever e supera o ato de copiar, percebemos que estamos entregando ao estudante a chave para o conhecimento em todas as outras áreas.
Uma base sólida na alfabetização e no letramento reflete-se diretamente no desempenho em disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, entre outras. Sem a plena compreensão do sistema de escrita, o estudante enfrenta barreiras que impedem o progresso em níveis mais complexos.
Um aluno que apenas decodifica sons terá dificuldade em interpretar o enunciado de um problema matemático ou em compreender as causas de um evento histórico, ao contrário, ao entender como o sistema funciona, o estudante deixa de ser um reprodutor de textos e passa a ser um autor, capaz de expressar ideias próprias e questionar a realidade.
A alfabetização plena permite que o indivíduo navegue por diferentes gêneros textuais e mídias, essencial para a cidadania e o protagonismo que é exigido no século atual.
Para que o processo seja efetivo, o foco deve estar na compreensão das regras. Não se trata de memorização mecânica, mas de um processo cognitivo onde o aluno entende que: a escrita representa a fala, que existem normas de combinação (consciência fonológica) e que a escrita tem uma função social e comunicativa.
Uma boa alfabetização impacta diferentes etapas: Nos anos iniciais ela facilita a transição para conteúdos mais densos e promove a confiança, nos anos finais permite a análise crítica de textos complexos e a produção de redações estruturadas, já no Ensino Médio é o diferencial para o sucesso em exames de larga escala (como o ENEM) e no ingresso ao ensino superior.
Portanto, alfabetizar é proporcionar ao estudante a capacidade de ler o mundo, para que ele possa, a partir dessa leitura, transformá-lo.
Em suma, uma boa alfabetização é o alicerce que sustenta o saber. Quando o estudante domina o funcionamento da escrita, ele não está apenas aprendendo um código; ele está ganhando a ferramenta fundamental para aprender qualquer outra coisa ao longo de sua vida.
Artigo assinado por:
Roseli Petkovicz Wilk,
Leise Olszewski Pomagerski
Lilian Olszewski
Liliana Maria Rizzotto
Simone Solutchak
Solange Omizollo Mestura