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Opinião

Natal, a festa que une

Natal – Uma Época de Luz – Ano Novo – Novas Esperanças Surgem – (4)

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Marlei Klein
Por Marlei Carmen Reginatto Klein
Foto Marlei Carmen Reginatto Klein

Superando fronteiras econômicas, geográficas, sociais e culturais, a data escolhida para marcar o nascimento de Cristo é celebrada nos locais mais recônditos do planeta. Ela recebeu ingredientes particulares de cada povo, que foi unindo às marcas natalinas tradicionais características próprias de sua cultura, chegando a ser comemorada até por comunidades não cristãs.

O espírito natalino une os mais diferentes povos

Presépios, árvores de Natal, luzinhas coloridas, guirlandas. As cidades e as casas ganham decoração especial. As crianças sonham com os presentes e escrevem cartinhas ao simpático velhinho que, como por encanto, se materializa em todos os lugares. Os adultos se apressam em fazer as compras de Natal, preparar os quitutes para a ceia, arrumar a casa para receber amigos e parentes. O ar se enche de magia e fraternidade. As famílias se reúnem, perpetuando tradições que passam de geração a geração.

Natal, tempo de esperança

Além de toda a correria das festas, não esqueçamos que o Natal é um tempo de espera, de esperança, de avaliar e tomar nas mãos a própria vida. No tempo de Advento, podemos reunir em pensamento todos os familiares e amigos, próximos ou distantes. Levar a eles uma prece de gratidão, de amor, em silêncio. Mesmo que não sobre tempo para nada, ainda assim, em algum momento nascerá em nós um bom olhar para o outro. Talvez, uma saudade.

Tradições de Natal

As festas natalinas no Brasil são influenciadas por costumes de vários povos trazidos por nossos antepassados imigrantes, que atravessaram o oceano em busca de novos sonhos.

Costumes dos portugueses

O Natal é uma das festas mais importantes em Portugal. A ele estão associadas algumas das grandes tradições religiosas, costumes e mitos, assim como os mais deliciosos hábitos gastronômicos. Estes se perpetuam de geração em geração na história das famílias portuguesas. A comemoração do nascimento de Jesus traduz-se, assim, numa grande celebração. Um costume antigo é acender uma grande fogueira, pois lá faz frio, na praça central de algumas pequenas cidades. Outro costume antigo é visitar os vizinhos para ver quem tem mais lenha na lareira. Isso gerava caloroso convívio entre as pessoas. A expressão “dar e receber as broas” refere-se aos presentes que, em especial, os pais e padrinhos oferecem na época do Natal. As broas não podem faltar nas mesas dos portugueses. As mais famosas são as broas de mel, erva-doce e canela, com massa de batata-doce, abóbora ou milho.

Costumes alemães

Na Alemanha, apesar de fazer o presépio, a árvore de Natal é o motivo mais tradicional deste país. Ela é enfeitada, geralmente, pela dona da casa, que convida amigos ou parentes. Como faz muito frio, após é servida uma bebida quente, bolachas de mel e gengibre. Em cinco de dezembro, é tradição pendurar meias na lareira ou deixar os sapatos e tênis, bem limpos, na porta da casa, para que São Nicolau, comemorado no dia 6, deixe doces e nozes para as crianças. Nas cidades pequenas ou vilarejos, na véspera de Natal, as portas não ficam trancadas, somente encostadas, para que possam ser abençoadas. Os dias 25 e 26 são feriados na Alemanha. O dia 25 é passado em família, e o seguinte é para visitar parentes e amigos, levando bolachas ou bolos de mel. Nas mesas do almoço de Natal, o prato principal é o ganso assado, enriquecido com cebola, maçã, pimenta, canela, cravo e sal. Como a salsicha é muito comum, costumam fantasiá-las de Papai Noel usando vegetais, e ficam também festivas.

Costumes italianos

A primeira representação de um presépio deu-se na Itália quando, em 1223, São Francisco de Assis resolveu fazer um presépio com pessoas na cidade de Greccio, na noite de 24 para 25 de dezembro. A partir daí, a criação de figuras pastoris tornou-se um gênero de arte popular. Em Roma, os canhões do Castelo Sant’Angelo ribombam, na véspera de Natal, para anunciar o começo dos festejos natalinos. Em plena Praça São Pedro é colocada, todos os anos, uma árvore de Natal junto a um presépio gigante, com figuras em tamanho natural. Na véspera de Natal, as crianças dão aos pais as suas cartinhas de pedidos. A principal entrega dos presentes acontece no dia 6 de janeiro – a Festa dos Reis Magos –, que levaram mimos ao Menino Jesus. As crianças acreditam que a Befana, uma bruxa boa, deixa o que pediram. As bem-comportadas os ganham, e as malcomportadas recebem carvão – um torrão de açúcar que o imita. Apesar de variarem de região para região, os pratos no almoço de Natal incluem variados peixes, incluindo o bacalhau, pernil de carneiro e os deliciosos “tortellinis”.

Costumes no Brasil

Antigamente, havia certa tradição na preparação do Natal. Hoje, os feriados desta época levam muitos a viajar, principalmente para o litoral. Então, as festas são entre os familiares e grupos de amigos, e até ao ar livre. Isso acontece em pleno verão, e as comemorações ficam menos tradicionais. Mas ainda temos muitas decorações para a data: ramos e pinheiro, guirlandas, flores vermelhas, o presépio e a árvore de Natal decorada com bolas e luzinhas coloridas. As igrejas celebram missas solenes, muitas vezes com cantos corais. No cardápio da ceia de Natal, não pode faltar o peru ou o chester recheado com os miúdos. Acompanham farofa com frutas secas. Não faltam as frutas frescas, estas em saladas, sucos e sorvetes, pois é a estação delas. Nosso Natal torna-se tropical.

Finalizando

Mesmo mudando de país para país ou de região para região, as tradições natalinas se mantêm em pleno século atual. Guardam entre elas semelhanças significativas que passam de geração em geração, na culinária, nas decorações e nas festividades, onde o canto coral invade as celebrações. A canção “Noite Feliz”, símbolo do encanto e da magia do Natal, entoada por gerações há séculos, é um hino do amor e da ternura que entrelaça “os homens de boa vontade”. Boas Festas!

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