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Família moderniza aviário com tecnologia de ponta

Aurora e Alfa impulsionam modernização e produtividade da avicultura familiar no RS

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Por Assessoria de Imprensa Cooperalfa
Foto Divulgação/Cooperalfa

No início dos anos 80, há cerca de 45 anos, os irmãos Ademir Piran e Neri Piran, até então dedicados à atividade agrícola, decidiram investir no primeiro aviário da família. A estrutura, instalada na comunidade de Saracura, interior de Barão de Cotegipe (RS), tinha capacidade para 4 mil aves e tornou-se uma das pioneiras da região. Construído na propriedade de Neri, o empreendimento marcou o início da avicultura na família Piran. Pouco tempo depois, os irmãos ampliaram a atividade com a construção de um segundo aviário, também com 4 mil aves, desta vez na propriedade de Ademir. A partir desse momento, cada um passou a administrar o seu próprio aviário.

Com o tempo, Ademir e sua esposa Noemy ampliaram o aviário para 6 mil aves, enquanto nascia a primeira filha do casal, Aline. A estrutura era rudimentar: galpões de madeira, lonas ajustáveis, comedouros e bebedouros manuais e aquecimento a gás, passando depois para as campânulas a lenha. O silo, também de madeira, ficava dentro do aviário para facilitar o manejo e proteger a ração do clima. “Na época, me chamavam de louco; não havia fábrica de ração nem frigorífico, e os frangos iam até Santa Catarina”, recorda Ademir, hoje aos 68 anos.

Gradativamente, a produção chegou a 12 mil aves. Em 2010, Aline e seu marido Leandro Novakoski retornaram ao interior para dar continuidade à atividade, gerando uma nova geração que segue modernizando o aviário, ainda limitado pelas estruturas originais de 1980.

A modernização e os resultados

  No final de 2024, as famílias Piran e Novakoski iniciaram a construção de um novo aviário totalmente automatizado. Em 6 de agosto de 2025, foi realizada a entrega técnica da granja, com capacidade para 42 mil aves.

Segundo Leandro, genro de Ademir, o novo aviário era um projeto planejado há anos. “A oportunidade surgiu com a liberação de financiamento e vagas na cooperativa Aurora. Mesmo assim, o investimento foi considerado significativo e exigiu muito planejamento”, explica. Também foi necessário ampliar a infraestrutura da propriedade, com poço artesiano e aumento da capacidade elétrica.

Entre as tecnologias adotadas no novo aviário, a família destaca que a estrutura reúne equipamentos de última geração, trazendo avanços significativos para o manejo diário. Segundo eles, o impacto no desempenho dos animais é evidente: no antigo aviário, as aves atingiam determinado peso apenas aos 43 dias; hoje, no ambiente climatizado e tecnologicamente automatizado, alcançam o mesmo resultado aos 35 dias, uma diferença de oito dias. Eles lembram que, no início da atividade, os frangos eram carregados com cerca de 60 dias, pesando em torno de 2,5 kg. Agora, a projeção é realizar o carregamento com 36 dias, alcançando aproximadamente 3,1 kg, refletindo diretamente a eficiência proporcionada pela modernização.

A rotina no aviário é sustentada pelo trabalho coletivo da família. Segundo Aline, cada membro contribui dentro de suas possibilidades, reforçando a união entre as gerações. “A mãe, Noemy, prepara o almoço; o pai, Ademir, ajuda no que consegue, mesmo com algumas limitações; a Manuela, de 14 anos, adora operar o revolvedor de cama; e eu e o Leandro estamos sempre atentos ao aviário”, relata.

Aurora e Alfa transformam a agricultura no Rio Grande do Sul

O gerente Eudes Biavatti, de Erechim (RS), destaca a relação da cooperativa com a família associada. “Eles trabalham com a Cooperalfa desde a chegada da cooperativa à região e deram um passo importante na sucessão familiar com a filha Aline e o genro, que trouxe inovação e hoje colhe os frutos. É uma família tradicional, com 40 anos de trajetória na avicultura, dedicada e apaixonada pelo que faz. Só posso parabenizá-los pelo trabalho e pelos resultados cada vez mais expressivos”, afirma Eudes.

A chegada das cooperativas Alfa e Aurora ao Rio Grande do Sul trouxe novos desafios, mas também oportunidades significativas para produtores da região. O técnico da Aurora Coop, Dirceu Salini, destaca os impactos positivos. “A Alfa e a Aurora chegaram para evoluir a região. Se não fossem elas, a qualidade de vida da agricultura teria mudado pouco. Hoje, temos água de poço artesiano, energia de qualidade, geradores, tudo isso impacta não só a produção, mas toda a família. Temos muito a agradecer pela evolução proporcionada pelas cooperativas”, afirma.

A assistência técnica desempenha papel fundamental nessa transformação. Dirceu salienta que acompanhou de perto as famílias Piran e Novakoski, auxiliando na tomada de decisões e na busca por melhores resultados. “Tive a oportunidade de ser o primeiro assistente técnico da Aurora na região. Chegamos em outubro de 2005, quando a Aurora assumiu as instalações da Cotrel, estruturas antigas, e aos poucos as coisas evoluíram”.

Desde 2019, a Aurora vem implementando aviários climatizados com sistema de pressão negativa, um modelo moderno que já cobre mais de 60% dos frangos criados no estado. “Foi uma evolução enorme. A família Piran e Novakoski entendeu que, se não adotassem essa tecnologia, a produção precisaria parar. Quem conhece a propriedade hoje percebe uma transformação impressionante,” explica.

Os benefícios vão além da produtividade: conforto, redução do trabalho e viabilidade econômica também são prioridades. “Tudo isso tem custo, mas melhora o bem-estar e a qualidade de vida. Com isso, as famílias podem planejar a sucessão e garantir que os jovens continuem na atividade rural”, ressalta. O objetivo, segundo o técnico, é que nos próximos dois ou três anos, praticamente todas as propriedades do Rio Grande do Sul estejam adaptadas a essa tecnologia, colocando a região em um patamar de excelência mundialmente.

O médico veterinário da Aurora Coop, Rian Cupini, atendeu a família a partir do segundo lote. “Quando cheguei, eles já haviam feito a modernização e a entrega técnica da propriedade. Meu papel foi auxiliá-los na operação dessa nova tecnologia, com um sistema de aviário mais produtivo, que aumenta a renda e facilita o dia a dia do produtor. Mas é preciso saber operá-lo corretamente”.

Segundo Rian, desde o início, a família demonstra grande conhecimento do processo. “Ao conversar com o Leandro sobre o painel e os controladores, percebi que ele já dominava muitas informações e sempre se mostrou proativo em relação à atividade e ao novo sistema. Graças a isso, estão conseguindo resultados muito positivos. Agora, estamos finalizando mais um lote, que tem tudo para fechar com sucesso”, disse Rian. “E é justamente isso que buscamos: que a modernização da propriedade se traduza em produtividade e rentabilidade, garantindo que as contas sejam pagas e que a atividade seja sustentável”.

Atualmente, o plantel da Aurora Coop é totalmente livre de doenças. Para isso, é seguido um rigoroso padrão de manejo, que abrange todas as etapas da produção, do alojamento ao pré-abate. “Isso inclui cuidados com a temperatura, ventilação, qualidade da cama e espaço disponível para as aves, tudo dimensionado com o produtor para cada situação específica”, explica Rian. Como integradora, a Aurora Coop tem como principal objetivo manter a sanidade das aves, evitando a entrada de problemas externos, especialmente aqueles que podem ser transmitidos por outras aves.

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