Com o início das sessões ordinárias, após o recesso da Câmara de Vereadores de Erechim, em pleno ano eleitoral, ficou evidente, nos pronunciamentos em plenário, o caminho e o tom que serão adotados daqui para frente: muito barulho, pouca sutileza e nenhuma surpresa.
Um espetáculo curioso
Em Erechim, é possível assistir a um espetáculo curioso. PL e PT, protagonistas da polarização nacional, caminham lado a lado, unidos na mesmo tom contra o governo Eduardo Leite (PSD). Ambas as siglas terão candidatos ao governo do Estado em outubro: Zucco pelo PL e Edegar Pretto pelo PT.
MDB e as entregas de Leite
Já o MDB, no legislativo erechinense, partido do vice-governador Gabriel Souza, corre para exibir números, mostrando as entregas dos dois governos de Leite em Erechim e no Alto Uruguai.
A base não votou junto em todos os projetos
Os Progressistas, por sua vez, que integram o governo Polis e Flávio, votaram contra dois projetos do Executivo de reajuste dos agentes políticos. Mesmo sendo parte da base, votaram contra. Isso, quase ao mesmo tempo em que a sigla está desembarcando do governo Eduardo Leite. Miram candidatura própria ao Piratini, e já acenam que podem estar juntos com os partidos de direita. Leia-se PL.
Tabuleiro indeciso na corrida ao governo gaúcho
Com a saída dos Progressistas do governo estadual, ocorre um enfraquecimento natural da pré-candidatura do vice Gabriel Souza (MDB) e o grupo de Eduardo Leite, que esperavam ter o partido como vice (o nome preferido era Ernani Polo). Agora começa uma corrida atrás de um vice que possa minimizar politicamente a saída dos Progressistas. E nos bastidores, esse nome é Juliana Brizola (PDT).
Convicções que duram até a próxima eleição
Em resumo, em Erechim, a política segue fiel à sua tradição: discursos inflamados, alianças improváveis e convicções que duram exatamente até a próxima eleição. E na corrida ao Piratini, muitos movimentos ainda pela frente. Mas lá e cá, os reflexos de decisões, trarão implicações futuras.