Um Raio-X realizado pela CNDL, a nível de Brasil, permite observar, de forma objetiva, os principais pontos fortes, fragilidades e tendências que impactam diretamente o setor o nível de inadimplência nacional.
Mais do que números isolados, o diagnóstico oferece uma visão ampla da realidade atual, auxiliando na tomada de decisões e no planejamento de curto e médio prazo.
Os dados indicam que o momento é de atenção e adaptação. Embora haja aspectos positivos, como a manutenção de determinadas atividades e a busca por alternativas de crescimento, o cenário ainda é marcado por instabilidade, reflexo de fatores econômicos, comportamentais e estruturais.
Entre os principais pontos observados, destaca-se a mudança no perfil de consumo e de comportamento, que tem exigido respostas mais rápidas e estratégicas. A cautela por parte da população, aliada a custos elevados e incertezas futuras, influencia diretamente os resultados e limita investimentos mais ousados.
O Raio-X também aponta desafios internos, como a necessidade de modernização, qualificação e melhor gestão de recursos. Em muitos casos, a dificuldade não está apenas na falta de demanda, mas na adaptação aos novos modelos de mercado, que exigem planejamento, inovação e integração entre os diferentes atores envolvidos.
Por outro lado, o diagnóstico identifica oportunidades. A cooperação, o uso de dados para decisões mais assertivas e a aproximação com a comunidade aparecem como caminhos viáveis para superar o momento. Estratégias conjuntas, comunicação eficiente e foco em soluções práticas são apontados como diferenciais importantes.
Especialistas avaliam que o Raio-X não deve ser visto apenas como um retrato estático, mas como um instrumento de orientação. A partir dele, é possível corrigir rotas, fortalecer pontos positivos e minimizar impactos negativos, contribuindo para um ambiente mais equilibrado e sustentável.
O cenário reforça que, em tempos de mudanças rápidas, informação qualificada e análise criteriosa são essenciais para transformar desafios em oportunidades e preparar o setor para os próximos ciclos.
Em números
Em números, pontuando dezembro de 2025, o cenário geral da inadimplência aponta 7.349 milhões de consumidores negativados, ou seja, um aumento de 10,17% em um ano, com uma dívida média de R$ 4.832,99. Já com relação a origem das dívidas, 65% são com os bancos e 11,26 com as contas de água e luz.
Quando se fala da faixa etária mais afetada, esta fica entre os 30 a 39 anos, o seja, 23,38% correspondem ao total de devedores do Brasil, sendo que até 44% devem até R$ 1000. Já quando o assunto fala em crescimento desta dívida, + 21,32% são com água e luz, + 18,12% com os bancos e + 9,3 com os setores de comunicação.