Dois soldados estão lutando numa batalha, até hoje, inglória. Esses dois soldados uniram-se num mesmo objetivo, o de vencer um inimigo poderoso. Esses dois lutadores, que não vestem uniformes nem carregam armas mortíferas, têm se dedicado a uma causa nobre – a de vencer a ignorância e o descaso.
A luta teve início em 2019 quando um deles, com determinação e coragem, teve um encontro com um dos contendores na capital do reino. Levou sua bandeira da paz envolvendo documentos importantes, conseguindo, então, uma esperança de vitória. Mas, ao voltar para sua aldeia, deparou-se com um novo inimigo – que rasgou sua bandeira e guardou seus documentos – destruindo o tão almejado entendimento e solução.
Passados alguns anos, eis o valente soldado, agora de mãos dadas com um companheiro, a retomar a luta. O objetivo desses dois lutadores é a retomada de um pequeno território que há 77 anos sua aldeia concedeu a uma Instituição Federal, que ali construiu sua sede municipal. Atualmente essa instituição a abandonou deixando-a deteriorar-se.
Esses dois soldados novamente estão trabalhando para que o legado retorne a sua aldeia e seja transformado para abrigar a Biblioteca Pública, o Arquivo Histórico e futuramente o Museu Municipal. Tratativas estão sendo organizadas junto aos Poderes Públicos. E os dois soldados vestidos com as cores da sua aldeia e portando suas “armas” – documentos, encontros e reuniões, comentários em jornal – e pelas vias de comunicação, arregimentar outros voluntários para esta batalha que é a defesa da cultura.
Aos caros leitores e leitoras vou traduzir esta pequena história: o primeiro soldado citado é o Sr. Marco Aurélio Pedot, membro da Academia Erechinense de Letras. Seu “companheiro” é esta que vos escreve.
E nossa “batalha” é reaver o imóvel dos Correios para nosso município, tornando-o o marco da cultura erechinense.
Em tempo: Enfim, nosso Castelinho está salvo! ..Está?