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Política

A tal “bala de prata” existia. E funcionou de forma certeira!

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Prefeito de Erechim, Paulo Polis com o promotor de Justiça, Fabrício Alegretti, na coletiva de impre
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Em tempos de ceticismo crônico, em que promessas públicas soam vazias e projetos históricos parecem sempre à beira do adiamento eterno, a história da conquista dos recursos para o restauro do Castelinho, em Erechim, merece ser contada com atenção. Não como um simples registro administrativo, mas como um daqueles raros episódios em que convicção, articulação e compromisso público se alinham.

Há momentos que é preciso destacar personagens

Foram muitas mãos envolvidas para que os R$ 6,6 milhões do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), do Ministério Público do RS, se tornassem realidade. Mobilização política, técnica e institucional foi decisiva. Mas há momentos em que é preciso destacar personagens, não por vaidade, mas por justiça histórica. É o caso do promotor de Justiça Fabrício Alegretti.

Nunca foi um observador distante

Desde que assumiu sua função em Erechim, sua terra natal, Fabrício nunca foi um observador distante. Sempre fez questão de estar presente na vida comunitária, atento às causas que ultrapassam o rito dos processos e tocam a identidade coletiva. Entre elas, o Castelinho sempre teve lugar especial.

Não por obrigação formal, mas por envolvimento genuíno

Na fase mais delicada do processo, quando o tempo jogava contra e o risco de frustração rondava o projeto, veio um gesto que diz muito sobre compromisso público. Fabrício interrompeu suas férias para ajudar pessoalmente na articulação que viabilizou a liberação dos recursos. Não por obrigação formal, mas por envolvimento genuíno.

Uma frase que ficou ecoando

Lembro com clareza de um episódio simbólico. No dia 4 de novembro do ano passado, durante o lançamento da programação de Natal, no Centro Cultural 25 de Julho, tivemos uma conversa rápida. O assunto, inevitavelmente, chegou ao Castelinho. Após tentativas anteriores que não haviam garantido os recursos, Fabrício soltou uma frase que ficou ecoando: “Eu ainda tenho uma bala de prata. ”

A metáfora e a convicção

Não foi apenas a metáfora que chamou a atenção. Foi a convicção. A segurança de quem acredita que ainda há uma saída possível, mesmo diante de questões complexas e aparentemente esgotadas.

Articulação silenciosa e senso de responsabilidade

Pouco mais de 80 dias depois, a “bala de prata” apareceu. Real, concreta, crível. E o envolvimento direto do promotor teve papel determinante no desfecho positivo. Houve dedicação intensa, articulação silenciosa e senso de responsabilidade com o patrimônio coletivo.

Importante capítulo da preservação da memória do Estado

Para Fabrício Alegretti, o significado desses recursos vai muito além do valor financeiro. “De tão importante, o Castelinho é símbolo do brasão e da bandeira do município de Erechim. É um grande orgulho inserir o nome do Ministério Público do Rio Grande do Sul neste importante capítulo da preservação da memória do Estado”, destacou.

É possível mudar o rumo da história

Em tempos de descrédito, histórias como essa lembram que instituições são feitas de pessoas. E que, às vezes, uma única ‘bala de prata’, quando guiada por convicção e compromisso, é suficiente para mudar o rumo da história. E atitudes como essa, aproximam o Ministério Público da comunidade.

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