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Opinião

Um dia, o depoimento de uma verdadeira mãe, e o conselho do índio

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Por Neivo Zago

Um dia iremos tirar a última foto, sem perceber que será a última. Um dia vamos estar com quem amamos sem perceber que será o último encontro. Um dia vamos acordar sem perceber que será o último da nossa história. Viva intensamente como se fosse o último dia”.

 

 

Sim. É bem assim! E, mesmo assim! Nós, de modo geral vivemos cada dia como se nada de negativo fosse acontecer; como se fosse um mar de rosas. Raramente não nós damos conta da nossa fragilidade, da nossa pequenez. Talvez nós meditemos a respeito, quando estamos nos despedindo, em uma cerimônia de exéquias, de um amigo, amiga ou familiar. E, não é por falta de aviso. A Bíblia nos adverte dizendo: “Por acaso não vai ficar para os outros o fruto do teu trabalho”? Mal alcançamos uma meta e já estamos delineando outra, em uma sucessão, quase que interminável. Desnecessário dizer que precisamos ter propósitos que nos impulsionam a alcançar metas, caso contrário, a vida não teria sentido.

Para ilustrar, recordo a frase exposta em um painel, na entrada da garagem aqui de casa: “Cada dia é uma página em branco no livro da vida. Escreva apenas o que vale a pena”. Ainda. Bem sabemos que são as marcas deixadas na caminhada que contam e que vão manter a nossa lembrança viva nas pessoas que foram por elas impactadas.     

Sem esforço, não há recompensa, (no pain, no gain) diz o provérbio em inglês. Se não quiser trabalhar não tem direito de comer! Assim, não me parece sacrilégio colocar no mesmo viés as pessoas que, embora tenham saúde e condições se contentam em viver com os diversos auxílios oriundos do governo, bem como os postulantes que se arvoram o direito de serem selecionados para um determinado concurso: a raça, o estado social, ou outra evasiva, a não ser a meritocracia. 

Nesse sentido, transcrevo, pois serviu como uma luva, o depoimento de uma mãe (na verdadeira acepção do termo), após a mesma ser chamada pelos professores que desejavam a provar o seu filho relapso.

“Aqui pessoal, acabei de sair do colégio do meu filho”. Sei que vou ser muito criticada por isso. Fui chamada porque os professores se reuniram e decidiram passar o meu filho no Conselho de Classe. Eu disse, não! Podem deixar ele reprovar. Durante o ano inteiro ele teve prova, teve atividades em sala de aula, trabalhos, teve pontuação de caderno, teve oportunidade e mesmo assim meu filho não se dedicou como deveria. Aí chega o final de ano e querem resolver tudo numa reunião, dando aquele famoso empurrãozinho, aquele jeitinho brasileiro. Mas deixa eu falar uma coisa aqui para vocês como mãe e como alguém que vive a vida real. Se dentro da minha casa eu não fizer o meu serviço a vida não passa a mão na minha cabeça. Se eu não trabalhar o dinheiro não aparece. Se eu não cumprir ninguém resolve por mim. Por que é com o meu filho teria que ser diferente. Na minha época não tinha isso, não! Uma prova valia 10 e se eu não tirasse pelo menos 5 ou 6 eu não passaria de ano. E hoje disse não. Não, na dureza, mas por amor, porque passar sem aprender é ensinar que alguém na vida sempre vai dar um jeito e a vida não dá jeitinho não. A escola ensina conteúdos, a casa ensina valores e a vida ensina consequências. Meu filho não vai passar por pena, mas por esforço, porque lá fora ninguém passa de fase sem fazer a própria parte”.

Também parece procedente lembrar o conselho de um velho índio, ao seu neto, quando disse que dentro de nós há uma eterna luta entre dois lobos: o mau e o bom. O primeiro se alimenta de raiva, ganância, inveja ressentimento, mentira, ego. O outro é bom. Vestido de alegria, amor, esperança, humildade, bondade, empatia, verdade. O garoto pensando sobre os lobos, perguntou: - Quem ganha o embate? Ao passo que o velho respondeu: - Aquele que você alimenta.

Estas três ilustrações representam o lobo bom e o mau nas postagens que percorrem a internet, as redes sociais que estão ao nosso dispor vinte e quatros horas por dia. Mas, como o bem e o mal vivem em constantes litígios cabe-nos segregar o bom do descartável; o aproveitável do rejeitável; o construtivo do destrutivo. Enfim, temos o livre arbítrio de alimentar o lobo que nós elegemos.

 

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