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Expressão Plural

Uma noite, velas, Frost

teste
Gerson
Por Gerson Egas Severo
Foto Arquivo pessoal

No semestre passado, em uma disciplina na universidade dedicada ao século XX, tivemos a oportunidade de ler os poemas tidos como os mais relevantes do século (sabemos que essas listas e a constituição desses cânones são algo controverso, mas...). Entre os poemas lidos e comentados em uma noite inteira, com as luzes apagadas e sob a luz de velas, em um ambiente inspirado em “Sociedade dos Poetas Mortos”, favorecendo a introspecção e o encantamento, estavam estes dois que trago para a apreciação do caro leitor/a: “Nada que é dourado permanece” e “O caminho não escolhido”, ou “A estrada não pega”, do estado-unidense Robert Frost. Leia e deixe as lágrimas marejarem seus olhos. Ah! E pode recortar para guardar também...

“Nothing gold can stay” (1923)

O primeiro verde da natureza é dourado

Seu tom mais difícil de fixar

Sua primeira folha, uma flor

Mas só por uma hora

Depois, folha decai em folha

O Paraíso afunda em dor

E a aurora dá lugar ao dia

Nada que é dourado permanece

 

 

“The road not taken” (1920)

Num bosque amarelo, dois caminhos

Divergiam - e diante da escolha

Demoradamente olhei, sozinho

Um que via melhor que o do vizinho

E se perdia em curvas e folhas

Mas fui pelo outro, pois se estendeu

Também mais ao meu gosto

Nos vegetais, no que ofereceu

Seria o mesmo, imaginei eu

Se preferisse o caminho oposto

Pois na manhã cada qual dormia

Sobre folhas nunca palmilhadas

- Fique o primeiro para outro dia!

Mas sei bem que estrada puxa estrada

E pressenti que não voltaria...

Vou sempre chorar o que ocorreu

Nos dois caminhos, tristeza imensa

Ah, divergiam num bosque e eu

Quis o que mais raro pareceu

E isso fez toda a diferença

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