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Economia

Pesquisa de preços e preferência por itens básicos marcam busca por material escolar

Procura por itens didáticos e de papelaria se intensificou neste início de fevereiro; listas variam conforme etapa de ensino e rede escolar

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Movimento do comércio segue concentrado no mês de fevereiro, período que antecede o início das aulas
Por Marina Oliveira
Foto Marina Oliveira

Com o retorno das aulas da rede pública e privada de ensino em vista, é hora de organizar os materiais escolares para o período letivo. A reportagem do Jornal Bom Dia conversou com responsáveis por estudantes que, neste ano, cursam os anos iniciais ou o ensino fundamental, também em preparação para o vestibular. 

De acordo com os entrevistados, as listas de itens didáticos e de papelaria encaminhadas pelas instituições de ensino variam de acordo com os anos a serem cursados. Além disso, o comércio local observa mudanças no comportamento do consumidor.

 

Do primeiro rabisco até o bê-a-bá

O cenário reúne percepções distintas conforme a etapa de ensino, a rede escolar e o perfil de cada família. Mãe de três estudantes matriculados em diferentes níveis, Franciele dos Santos relata que, no caso da filha que frequenta curso pré-vestibular, não há uma lista formal de materiais. Segundo ela, os gastos se concentram em itens de apoio aos estudos. Para os outros dois filhos, que estudam na rede estadual, ela avalia que as listas estão dentro da normalidade dos últimos anos.

Para Franciele, o maior impacto financeiro está relacionado à escolha de cadernos e mochilas, cujo valor varia conforme marca e qualidade. “Se optar por caderno de marca ou com personagem, isso acaba pesando bastante”, observa. Ela afirma que a família costuma pesquisar preços, priorizar materiais que apresentam maior durabilidade e negociar as escolhas com os filhos durante as compras.

Outra realidade é apresentada por Ana Letícia Sgarbossa, mãe de Cecília, de 9 anos, estudante do 5º ano da rede estadual, e de Martin, de 5 anos, matriculado na Educação Infantil da rede municipal. Para ela, as listas deste ano chamaram atenção pelo volume de itens solicitados

Como alternativa para reduzir os gastos, Ana Letícia relata ter reaproveitado materiais de anos anteriores, como mochilas e estojos. “Pesquisa é fundamental, porque o preço varia muito. Também comecei as compras mais cedo e optei por cadernos mais simples, sem tanta moda”, afirma. Na comparação com anos anteriores, ela avalia que os valores se mantiveram semelhantes, mas percebeu aumento na quantidade de materiais solicitados.

Mãe de dois estudantes matriculados em redes diferentes, Vanessa Haupt Dias destaca as diferenças entre as listas da rede pública e privada. Um dos filhos estuda em escola particular, enquanto o outro frequenta a rede municipal. Segundo ela, neste ano houve maior impacto financeiro. “A gente sentiu um aumento maior nos gastos, mas não cheguei a comparar valores”, relata. Vanessa explica que, na escola privada, os materiais didáticos já estão incluídos na mensalidade, restando apenas a compra de itens de uso pessoal. “Na rede municipal, a lista é mais detalhada, mas são coisas necessárias para o aprendizado”, explica.

Experiência semelhante é relatada por Delires Eliete Bieluczyk de Souza, mãe de Manuela, de 8 anos, e Gabriela, de 4 anos, ambas estudantes da rede municipal. Ela conta que teve acesso às listas ainda no fim do ano letivo de 2025. “A lista do Ensino Fundamental é bem básica, já a da Educação Infantil em turno integral é um pouco mais extensa, o que entendemos pelas propostas dessa etapa”, avalia.

Delires afirma que a família procura organizar as compras com antecedência, inclusive adquirindo parte dos itens pela internet. “Tentamos comprar logo após o Natal, quando os preços ainda não foram reajustados e o atendimento é mais tranquilo”, explica. Para ela, os valores costumam variar pouco de um ano para outro. “Como os itens mudam, os custos acabam se alternando, mas não têm grandes variações”, observa.

 

Mudanças no comportamento do consumidor

No comércio, o período de volta às aulas também reflete mudanças no perfil de consumo. O empresário Thiago Moretto, que atua há quase 30 anos no setor de papelaria em Erechim, relata que a preocupação com preços tem sido constante. “Hoje as famílias estão buscando materiais mais baratos, sem personagens licenciados. Esses produtos têm tido mais procura do que os itens com licenças”, afirma.

Segundo Moretto, cresce a preferência por compras à vista e pela negociação de descontos. Ele também cita a busca por facilidades como envio de listas por aplicativos de mensagens, separação completa dos materiais e opções de parcelamento. “Muita gente não tem tempo de vir até a loja, então a gente tenta facilitar”, comenta.

O empresário observa ainda que as listas escolares, de modo geral, têm apresentado redução na quantidade de itens solicitados. Mesmo com essa redução, o empresário aponta que o movimento do comércio segue concentrado no mês de fevereiro, período que antecede o início das aulas na maioria das instituições.

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