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UFFS e ÚNICA realizam intercâmbio com Ecoterra e Nossa Terra para ampliar parcerias agroalimentares

Atividade reuniu lideranças indígenas, agricultores familiares, gestores públicos e técnicos em Três Arroios e Erechim, com foco na agroecologia, cooperativismo e acesso a mercados

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UFFS e ÚNICA realizam intercâmbio com Ecoterra e Nossa Terra para ampliar parcerias agroalimentares
UFFS e ÚNICA realizam intercâmbio com Ecoterra e Nossa Terra para ampliar parcerias agroalimentares
Por Assessoria
Foto Divulgação

Um intercâmbio institucional promovido pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e pela União Nacional Indígena das Comunidades Ameríndias (ÚNICA) foi realizado na quinta-feira, 5, com a participação de lideranças Kaingang do território indígena Serrinha, agricultores familiares, representantes do poder público municipal de Três Palmeiras e técnicos da Emater. A programação incluiu visitas técnicas aos municípios de Três Arroios e Erechim, com atividades voltadas à certificação agroecológica, produção orgânica, apicultura e comercialização para a agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais (PCTs).

A ação integrou a parceria mantida entre a UFFS e a ÚNICA e dialogou com iniciativas desenvolvidas no âmbito do Plano Nacional de Abastecimento Alimentar – Alimento no Prato (PLANAB/RS – MDA/UFFS), coordenado no Rio Grande do Sul pelos docentes da UFFS Campus Erechim, Dr. Valdecir José Zonin e Dr. Márcio Freitas Eduardo, com apoio do Prof. Dr. Matheus Fernando Mohr, também pesquisador da instituição.

A agenda teve início na Associação Regional de Cooperação e Agroecologia (Ecoterra), em Três Arroios, onde os participantes acompanharam a apresentação do Circuito Brasil de Produtores Agroecológicos. Durante a visita, foram abordados aspectos relacionados à organização produtiva, manejo técnico, certificação e exigências operacionais para inserção em mercados de produtos orgânicos.

Para as lideranças da Terra Indígena Serrinha, a visita foi estratégica. "Conhecer o funcionamento da agroecologia e dos mercados para produtos ecológicos é fundamental para que a produção indígena se reconecte cada vez mais ao que sempre foi, sustentável", destacou a articulação do evento. Ainda, de acordo com os agricultores e líderes Kaigang, Jorge Guimarães e Beto Fortes (UNICA),  e Ismael de Paula (representante do cacique Márcio Claudino), o maior desafio deste trabalho conjunto com a universidade e as cooperativas é conhecer e acessar canais de comercialização diferenciados, que de forma justa e solidária, possam melhorar as condições de renda das famílias da aldeia, mantendo-se sempre o respeito e os cuidados com a natureza, a floresta.

Para o professor Dr. Valdecir Zonin, conhecido como “Chiquinho Zonin”, o PLANAB RS, por se tratar de um projeto de pesquisa e extensão ao mesmo tempo, além de apoiar feiras regionais e estaduais, aproxima a universidade (UFFS) às realidades socioeconômicas da agricultura familiar, comunidades indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais que vivem no campo. Conforme o professor, o conhecimento científico só tem sentido se for capaz de transformar “para melhor”, a vida das pessoas, atendendo prioritariamente as que mais precisam do apoio da academia.

No período da tarde, o grupo seguiu para a Cooperativa Nossa Terra, em Erechim, onde conheceu a trajetória da organização e os processos ligados ao setor de apicultura. A visita técnica incluiu informações sobre controle de qualidade e etapas de beneficiamento do mel, produto que atende tanto ao mercado interno quanto à exportação. Para os territórios indígenas, a atividade apícola foi apresentada como alternativa compatível com áreas de preservação e com a manutenção da flora nativa.

De acordo com representantes da UFFS envolvidos na iniciativa, o intercâmbio integrou ações de pesquisa e extensão voltadas à aproximação da universidade com a realidade da agricultura familiar, comunidades indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais. A proposta incluiu o estímulo a transições produtivas que considerem renda, sustentabilidade ambiental e valorização cultural.

A atividade contou com apoio de instituições parceiras e deverá subsidiar novas dinâmicas de cooperação entre universidades, cooperativas e comunidades do Norte do Rio Grande do Sul, com vistas à ampliação da produção de alimentos e ao fortalecimento da agricultura ecológica em territórios indígenas e familiares.

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