Diferentes em idade, origem e trajetória, mas unidas pela força feminina, cinco mulheres de Três Arroios inspiram com suas histórias de vida.
A mulher como base
Marisa Schaffer atua há mais de três décadas no serviço público de Três Arroios, na função de auxiliar administrativa. Natural de Santa Catarina, passou parte da infância no Paraná até se estabelecer em Erechim, onde concluiu os estudos e casou.
Casada e mãe de dois filhos, Marisa define a maternidade como essencial. Para ela, a mulher ocupa um papel central na família. “A mulher é o alicerce da família”, afirma.
Segundo ela, conciliar tantas atividades é um desafio, mas recompensador. “O trabalho também é uma forma de realização, de convivência, de crescimento pessoal”, diz.
Marisa se sente realizada em todas as áreas da vida. “A mulher encontra forças onde jamais imagina. Se puder conciliar família e trabalho, vá em frente. É maravilhoso”, finaliza Marisa.
Educar, cuidar e persistir
O percurso profissional de Dulciane Kammler conta com dedicação, aprendizado contínuo e amor pela educação. Formada pela Universidade do Contestado (UNC), em Concórdia, Dulciane ingressou no serviço público após ser aprovada em concurso, iniciando sua atuação na Prefeitura de Três Arroios.
Atualmente, trabalha com crianças da educação infantil, os acompanha nos primeiros passos escolares e atua no setor esportivo do município, organizando jogos e campeonatos.
Ao refletir sobre sua trajetória, a professora explica que a formação acadêmica é apenas o ponto de partida. É no cotidiano do trabalho que acontece o crescimento profissional, desenvolvendo habilidades emocionais, comunicativas e humanas, especialmente no contato com as crianças. “Ser professor é uma dádiva”, fala.
Na sua visão, ser mulher é ser “um pouco de tudo”: estar presente em vários lugares, cuidar, trabalhar, amar e seguir em frente com coragem e determinação.
Dulciane transmite para outras mulheres a importância do estudo, do trabalho e da persistência. Para ela, é essencial nunca desistir dos sonhos, seja na vida profissional, pessoal ou familiar.
Mulher é ser mulher, cada uma do seu jeito
Natural de Três Arroios, onde mora há 51 anos, a professora e supervisora de ensino Sirlei Gazzoni sempre foi movida por um sonho: ser professora. O ingresso no serviço público aconteceu por meio de concurso. “Sempre sonhei em ser professora. É algo que eu amo e que faz parte do meu currículo, da minha história”, fala.
“A evolução é algo construído no dia a dia. Ser professora nos leva à mudança constante, à construção de uma história e ao conhecimento de momentos inesquecíveis”, evidencia ao relembrar sua trajetória.
Ao falar sobre o significado de ser mulher, Sirlei afirma que não existe um único modelo. “Ser mulher é uma experiência plural. Ela é construída ao longo da vida. Não existe um modelo único. É viver o próprio corpo, a própria identidade e os próprios sentimentos com autenticidade.”
Sirlei reconhece que as mulheres ainda enfrentam desigualdades e cobranças, mas acredita que ser mulher também é resistir, transformar e abrir caminhos, seja no cuidado, na liderança ou no ensino.“Mulher é ser mulher, cada uma do seu jeito”, finaliza Sirlei.
O sorriso que transforma o cotidiano
Nas rotinas de quem mantém os espaços organizados e acolhedores, Cleusa Rigo atua sempre com um sorriso no rosto. Há 25 anos, exerce a função de auxiliar de serviços gerais, desempenhando seu trabalho com dedicação e alegria.
Ao falar sobre sua trajetória profissional, Cleusa destaca a força feminina. “A mulher, hoje em dia, é uma guerreira, uma batalhadora, que corre atrás dos seus sonhos, das suas conquistas e da independência. Isso é muito importante para mim e acredito que para qualquer mulher também”, afirma.
Mãe de uma jovem de 19 anos, Cleusa destaca a maternidade como essencial em sua vida. “Eu acho que é o maior sonho de toda mãe. Ter um filho representa muito; é um amor incondicional. É isso que nos faz seguir em frente, viver com alegria, amor e determinação”, relata.
Ao deixar uma mensagem, Cleusa deseja: “Que todas continuem sendo essas guerreiras, essas batalhadoras, e que nunca desistam dos seus sonhos. Sempre com muita gratidão e um sorriso no rosto”, finaliza.
Força em múltiplos ciclos
A enfermagem é feita de escuta, empatia e presença. É dessa forma que a enfermeira Cristiane Maria Bach Beninca exerce sua profissão. Egressa da primeira turma de Enfermagem da URI Erechim, Cristiane iniciou sua trajetória no serviço público após a formação.
Ao longo da carreira, enfrentou diversos desafios. Entre os momentos mais marcantes, a enfermeira destaca duas grandes crises sanitárias: a pandemia da Influenza A (H1N1) e, mais recentemente, a Covid-19. “Foram períodos em que toda a saúde, pública e privada, foi colocada à prova”, relembra.
Apesar das dificuldades, Cristiane afirma que as conquistas superam os desafios.“O dia a dia nos ensina a lidar com as pessoas, a ter empatia e a se colocar no lugar do outro. Para trabalhar na saúde, é preciso sempre pensar: e se fosse comigo?”, destaca.
Casada e mãe de dois filhos, a enfermeira fala sobre a complexidade de conciliar trabalho, família e vida pessoal. “As mulheres estão ligadas a muitos ciclos ao mesmo tempo. Conquistar espaço foi uma luta, e manter esse equilíbrio ainda é um grande desafio”, afirma. De acordo com ela, o apoio do esposo e da família tem sido fundamental nessa caminhada.
Cristiane deixa uma mensagem de incentivo: “Nunca desistam dos seus sonhos. Mesmo quando a vida impõe batalhas difíceis, é possível vencer, alcançar objetivos e ser feliz”, disse.