Outro dia tive uma conversa muito interessante com o amigo Gilberto, Head de RH de um importante grupo do segmento de varejo e atacado alimentar.
Gilberto está nessa posição há mais de 30 anos, praticamente o mesmo período em que nos conhecemos. Ou seja, alguém que viu e vê, de dentro, a enorme transformação no mundo do trabalho.
No meio da conversa, ele trouxe uma reflexão clara e potente.
Segundo ele, durante muito tempo o fluxo era sempre o mesmo: as pessoas vinham pedir emprego para iniciar a carreira, a fila de candidatos era enorme e a empresa explicava as regras da posição. Falávamos das exigências, dos horários, das responsabilidades e das condições do cargo. Era quase um “manual de entrada” no mercado de trabalho. Hoje, em muitos casos, a lógica se inverteu.
As empresas precisam de pessoas que não são tão fáceis de encontrar.
Profissionais qualificados, preparados e escassos.
É, o movimento mudou.
Completamente.
Agora, muitas vezes somos nós que vamos atrás. E, na conversa, eles também mostram suas condições, expectativas e limites para trabalhar. Não é certo nem errado. É apenas uma nova época.
Como disse o próprio Gilberto, precisamos aprender a trabalhar com essas diferenças de formação, visão e expectativas entre as gerações.
Em algumas empresas, pela primeira vez na história, convivem três ou quatro gerações simultaneamente, e faltam vagas no estacionamento.
O mercado de trabalho sempre foi um organismo vivo. Ele muda, se ajusta e evolui para o bem de todos.
Cabe às empresas, e principalmente às lideranças, entender o momento e se adaptar.
Porque, no fim, gestão de pessoas sempre foi isso: compreender gente em cada tempo da história.
O desafio continua imenso.
E isso é bom para todo mundo.