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Política

“O Brasil tem enorme potencial. Não falta dinheiro, falta gestão e ética. Precisamos enfrentar essa crise moral para avançar”

Afirmação é do pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema, em agenda política em Erechim, nesta terça-feira, 8 de abril.

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Romeu Zuma.
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

O pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, esteve em Erechim nesta quarta-feira, 8 de abril. Reuniu-se com lideranças locais no Blue Open Hotel, e falou com a imprensa.

Em sua primeira visita ao município, Zema afirmou ter ficado “muito bem impressionado” com a cidade. Segundo ele, Erechim se destaca pela organização urbana, limpeza e planejamento. “Rodei agora cedo pela cidade e vi um município bem planejado, limpo, organizado, sem pichações. Coisa rara de se ver no Brasil hoje”, declarou.

O pré-candidato também elogiou o perfil da população gaúcha, destacando características como empreendedorismo, seriedade e disciplina. “O gaúcho é um exemplo de povo ordeiro e trabalhador, com o qual o mineiro se identifica muito. O interior do Rio Grande do Sul está entre as regiões com melhor qualidade de vida do país”, afirmou.

Cenário político e terceira via

Ao comentar o atual cenário político nacional, marcado pela polarização entre esquerda e direita, Zema defendeu a ampliação do debate no primeiro turno das eleições. Ele se posicionou como representante da direita e afirmou que a presença de múltiplos candidatos do mesmo campo ideológico não é um problema. “Somos um partido de direita e queremos contribuir com esse campo. É natural termos mais candidaturas no primeiro turno. No segundo, estaremos unidos contra o PT, caso não haja vitória antes”, disse.

Zema destacou ainda que sua pré-candidatura busca trazer uma visão diferente ao debate político, com base em sua experiência no setor privado. “Sou um candidato empreendedor, que sempre esteve do lado de quem paga impostos. Conheço a realidade do brasileiro que enfrenta burocracia e carga tributária elevada”, pontuou.

Críticas ao sistema político

Durante a entrevista, o ex-governador fez críticas contundentes ao que chamou de “farra dos intocáveis” em Brasília, mencionando especialmente o funcionamento de instituições e a falta de posicionamento de outros líderes políticos, com relação à atuação do Supremo Tribunal Federal. “O Brasil precisa de uma chacoalhada. E, muitas vezes, isso só acontece com alguém de fora do sistema. Quem está há décadas na política acaba se acostumando”, afirmou.

Gestão em Minas Gerais como referência

Zema também utilizou sua gestão à frente do governo de Minas Gerais como exemplo de eficiência administrativa. Segundo ele, o Estado passou por uma reestruturação fiscal significativa. “Assumi Minas com um déficit de R$ 11 bilhões e conseguimos transformar em superávit de R$ 4 bilhões em 2024. Reduzimos quase 50 mil cargos no setor público, colocamos as contas em dia e retomamos investimentos, tudo sem escândalos de corrupção”, destacou.

Propostas e discurso

Para o pré-candidato, a principal necessidade do Brasil é um “choque moral” na política e na gestão pública. Ele defendeu mais credibilidade, transparência e responsabilidade fiscal como pilares para o desenvolvimento do país. “O Brasil tem enorme potencial. Não falta dinheiro, falta gestão e ética. Precisamos enfrentar essa crise moral para avançar”, concluiu.

A visita a Erechim, integra a agenda de articulação política de Zema no Sul do país, buscando ampliar sua presença nacional e dialogar com diferentes regiões brasileiras.

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