Para refletir
Como nos ensina Wesley Caldeira (em sua obra Da manjedoura a Emaús), à época de Jesus, apesar da vinda de outros Espíritos séculos antes do Messias (VII a V a.C), os quais prepararam o terreno para Sua vinda, “organizando o pensamento religioso e filosófico, iniciando o homem na investigação...” com o objetivo de valorizar-se a natureza, despertando a sensibilidade para as artes (os Vedas, o Bramanismo e o Budismo, na Índia; o Taoísmo, o Confucionismo, na China; Zoroastro, na Pérsia; Sócrates, na Grécia...), a humanidade ainda não estava pronta para entender o alcance dessas comunicações entre os dois Mundos e, principalmente, compreender e exercitar ensinamentos de fraternidade, caridade, como meios de buscar a plenitude espiritual.
Então, imaginem qual o grau de discernimento/compreensão existentes à época de Moisés...
A proibição não consta do Novo Testamento.
Pelo contrário, Jesus utilizou a mediunidade, ensinando-a e orientando seus discípulos na prática do intercâmbio mediúnico: “Curai enfermos, erguei mortos, purificai, expulsai ‘daimones’; de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus, 10: 8.)
Convém mencionar que, na tradução do Novo testamento, por Haroldo Dutra Dias, diretamente dos originais gregos, daimones tinha várias acepções, como: deus pagão, divindade, gênio, espírito, mau espírito, demônio.
E, na primeira carta aos Coríntios, Paulo escreve (Capítulo 12):
“A respeito dos dons espirituais (leia-se: as faculdades mediúnicas) não quero, irmãos, que sejais ignorantes.”
Vemos também em Lucas, 20:38:
“Ele não é Deus dos mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem.”
Como afirmam os Espíritos, na questão 560 de O Livro dos Espíritos, “Todos temos que habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas, presidindo sucessivamente ao que se efetua em todos os pontos do Universo”.
E continuam os Benfeitores:
“Assim, tal Espírito cumpre hoje neste mundo o seu destino, tal outro cumprirá ou já cumpriu o seu, em época diversa...”
Como já fora mencionado em Eclesiastes, Capítulo 3, versículo 1:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”
E o Espírito André Luiz, através por Chico Xavier e Waldo Vieira, em sua obra Evolução em Dois Mundos, traz precioso esclarecimento:
“A mediunidade, no entanto, é faculdade inerente à própria vida e, com todas as suas deficiências e grandezas, acertos e desacertos, é qual o dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas, responsável por tantas glórias e tantos infortúnios na Terra.”
Lembremos de Jesus (Evangelho de João, Capítulo 16, versículos 12 a 14):
“Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas não podeis carregar agora. Quando, porém, aquele vier – o Espírito de Verdade – vos guiará em toda a Verdade, pois não falará de si mesmo, mas falará o quanto ele ouvir, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará.”