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Ensino

Obras avançam nas escolas estaduais atingidas por granizo em Erechim

Troca de telhados já foi concluída em cerca de metade das instituições; retorno das aulas está previsto para 18 de fevereiro

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Escola Dr Sidney Guerra
Por Gabriela de Freitas
Foto Gabriela de Freitas

As obras de recuperação das escolas estaduais atingidas pelo temporal de granizo registrado em 23 de novembro de 2025 seguem em andamento em Erechim. Segundo a 15ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (CROP), cerca de 50% das instituições já tiveram a substituição completa dos telhados concluída.

De acordo com o coordenador da 15ª CROP, Gustavo Brustolin, nas demais escolas o material já foi entregue. “As telhas estão nos pátios ou nas próprias unidades, aguardando apenas a execução da substituição”, explicou.

Cronograma das obras

Conforme Brustolin, a organização dos trabalhos junto à empresa responsável prevê a conclusão de todas as trocas de cobertura até o final de janeiro. “O objetivo é que, no retorno das aulas, todas as escolas estejam com os telhados liberados e em condições adequadas de uso”, afirmou.

O coordenador adjunto da 15ª CROP, Leandro Marangoni, declarou que, neste momento, a prioridade segue sendo a finalização das coberturas. “Estamos intensificando a substituição dos telhados danificados para evitar que novas chuvas causem prejuízos internos”, pontuou.

Substituição do fibrocimento

Segundo Brustolin, todas as escolas atingidas possuíam telhados de fibrocimento, que estão sendo substituídos por telhas metálicas isotérmicas. “É um material que proporciona maior qualidade e durabilidade às edificações escolares”, ressaltou.

O coordenador acrescentou que as estruturas de madeira que sustentam os telhados passam por revisão completa. “Onde foram identificados danos, como comprometimento por cupins, houve substituição das peças e aplicação de imunização para aumentar a durabilidade da estrutura”, explicou.

Após a conclusão das coberturas, os trabalhos avançam para a avaliação e correção de danos internos causados pelo temporal, como pisos, forros, parte elétrica e pintura.

Escolas já atendidas

Entre as instituições que já tiveram os telhados concluídos estão as escolas Roque Gonzales — restando apenas as ligações entre blocos —, Salgado Filho, Sidney Guerra, Érico Veríssimo, Haidée Tedesco Reali, La Salle e Victor Isler.

Na Escola Haidée, o pavilhão ainda não foi atendido por demandar outro tipo de telha. “A prioridade inicial foi a cobertura das salas de aula, considerando o valor limite pré-contratado e buscando atender o maior número possível de ambientes pedagógicos”, explicou Brustolin.

Casos específicos

Algumas escolas exigem atenção diferenciada. A Escola José Bonifácio, por possuir características de interesse histórico e cobertura com telha colonial, teve o material adquirido de forma a preservar a arquitetura original do prédio. “O descarregamento do material iniciou nesta semana e a substituição deve começar nos próximos dias”, informou Marangoni. A escola também deve receber, ao longo do ano, novas ordens de serviço para adequações estruturais, elétricas e hidráulicas.

Já o Colégio Agrícola Ângelo Emílio Grando apresenta uma das estruturas mais amplas entre as unidades atingidas, com cerca de 7 mil metros quadrados de cobertura. “Estamos falando de salas de aula, pavilhões, alojamentos, áreas pedagógicas e setores técnicos. Parte do material já chegou, e novos carregamentos ainda estão previstos”, detalhou Brustolin.

Escolas de menor porte, como a Vicente da Maia, dependem apenas da chegada do material para execução rápida da obra. Também aguardam a entrega de telhas as escolas João Caruso e Lourdes Galeazzi.

Investimentos e levantamento de danos

No levantamento inicial, foi identificada a necessidade de substituição de aproximadamente 23,5 mil metros quadrados de área de cobertura. Os danos internos ainda estão em fase de mensuração, uma vez que a prioridade inicial foi a recomposição dos telhados.

“A estimativa é de um investimento em torno de R$ 12 milhões para restaurar as escolas e garantir condições adequadas de uso”, informou Marangoni. Segundo ele, o processo também permitiu a substituição do fibrocimento por telhas metálicas isotérmicas, com adequação das estruturas de madeira, ampliando a segurança e a durabilidade das edificações.

Atuação integrada

Gustavo Brustolin e Leandro Marangoni destacaram que o diálogo com a 15ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) ocorre de forma constante. “O relacionamento é positivo e respeitoso, com comunicação permanente entre as equipes, a coordenação regional e a adjunta”, afirmaram.

Marangoni ressaltou ainda que a atuação conjunta segue uma diretriz do governo estadual. “Há uma priorização da educação, tanto na área estrutural quanto pedagógica”, disse.

Organização do retorno às aulas

A coordenadora da 15ª CRE, Juliane Bonez, explicou que o retorno das atividades letivas está previsto para o dia 18 de fevereiro e envolve 83 escolas da região. “Há uma atenção especial às escolas estaduais do território de Erechim que foram atingidas pelo granizo”, salientou.

Segundo ela, os trabalhos estão concentrados na reestruturação dos telhados para garantir condições adequadas de retorno. “É um trabalho intenso, desenvolvido desde o momento em que ocorreu o evento climático, em parceria com a Coordenadoria Regional de Obras”, afirmou.

Juliane também ressaltou que a organização entre a Secretaria de Estado da Educação e a Secretaria de Obras tem agilizado os processos. “Esse modelo permitiu maior rapidez nos encaminhamentos e na liberação dos recursos recebidos em dezembro, além do recurso extra destinado às escolas”, explicou.

Alinhamentos pedagógicos

Sobre a organização do ano letivo, a coordenadora informou que já foram realizados encontros com os diretores. “Na próxima semana, a equipe entra em imersão para a organização do ano letivo, e os diálogos seguem por meio de reuniões virtuais”, disse. O próximo encontro presencial com todos os gestores está previsto para março.

Pedido de compreensão

Ao final, Leandro Marangoni fez um pedido de compreensão à comunidade escolar. “A cidade ainda vive um processo de reconstrução, com grande demanda por mão de obra e materiais, o que impacta os prazos”, afirmou. Apesar disso, ele reforçou que o retorno das aulas ocorrerá com condições mínimas garantidas, sem prejuízos aos estudantes. As melhorias estruturais devem seguir ao longo do primeiro semestre.

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